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Por que co-criamos?

A medida que o mercado consumidor avança rumo à economia da experiência, percebe-se a necessidade das organizações se adaptarem a esta nova realidade de consumo, produzindo e entregando mais que produtos e serviços, mas experiências positivas e memoráveis. Paralelo a este evento, atualmente observa-se basicamente 4 gerações – baby boomers e gerações X, Y e Z – interagindo no mesmo ambiente de trabalho, o que já demanda uma nova adequação dos paradigmas organizacionais em quase todas as empresas. A pergunta que fica no ar é: como fazer com que profissionais de estilos comportamentais diferentes e demandas extremamente peculiares identifiquem, produzam e entreguem valor ao seu mercado consumidor?

 

Através de práticas de inovação centradas em pessoas, como o Design Thinking, que se fundamenta em alguns pilares – dentre eles a co-criação – para gerar resultados inovadores.

 

Co-criar é satisfazer uma das principais carências da vida humana, o outro; algo evidenciado na longa história da humanidade. Percebemos que o ser humano é co-humano ao refletirmos sobre algumas perguntas simples. Você já parou para pensar o quão dependente é o ser humano desde que vem ao mundo, quando comparado com outros mamíferos? E que levamos cerca de 2 anos ou 730 dias até criar uma pseudo autonomia de funções básicas da existência? Ou ainda que levamos mais algumas centenas de dias para podermos tomar decisões acerca do que é melhor para nós…? E as vezes a vida inteira para descobrirmos quem somos nós?

 

As práticas participativas estão para o cérebro bem como a pipoca está para o cinema. É mais sobre ciência e evolução do que achismos e diversão gratuita. É empático para nosso aparelho mental estar conectado com outros pontos de vista dado a natureza da nossa estrutura evolucional (dependente) e também por conta da neuroplasticidade (resumindo: capacidade de aprender) do cérebro humano.

 

Sobretudo, a co-criação não é algo simples de se implantar em uma cultura corporativa ou de projetos, pois compreende uma busca conjunta por soluções, sem, todavia, impor sínteses. Fundamenta-se no “ethos” (ética), na confiança, na reputação, na congruência, na competência, no jogo limpo, sem, todavia, perder de vista o “logus” (razão), a objetividade, a geração de riquezas e os interesses entre as partes.

Costumo dizer que a co-criação é uma dança de resiliência, fundamentada na exploração do que há de melhor das pessoas quando conectadas emocionalmente com um propósito.

Muitas empresas conseguem entender os objetivos de seus projetos, porém poucas entendem os seus reais propósitos. E propósito é o que conecta emocionalmente as pessoas em uma missão ou meta. O propósito é componente fundamental do engajamento.

 

A co-criação é um desafio paradoxal, pois ao mesmo tempo que temos a capacidade de aprender e criar coisas novas com outras pessoas, 99% da humanidade é binária! O pensamento tende a ser: ”uma coisa ou outra coisa” e não “uma coisa e outra coisa”. Este fato se deve a perda da sensibilidade empática e a falta da prática sábia de manter a mente aberta. Em um cenário hipotético, ao ver uma pessoa se afogando, um grupo é capaz de tirar foto antes de ajudar, fruto de uma sociedade que estimula a superficialidade e os interesses intensos, porém efêmeros. Outro ponto que pode tornar a co-criação um desafio é a não formação de times, mas a de grupos. Onde a diferença se fundamenta no propósito. Um grupo pode ser um ponto de ônibus, onde mesmo reunidas, as pessoas podem ir para lugares distintos e não criarão sinergia. Um time, pelo contrário, é representado por pessoas que compartilham dos mesmos interesses e trabalham de maneira sinérgica, sintônica, simbólica e sincrônica para o atingimento de uma meta. Em uma abordagem basta existir, na outra é preciso criar, fortalecer e inspirar para que o engajamento aconteça e ideias inovadoras (criativas, viáveis e que tragam resultados) floresçam.

 

Esta abordagem, ainda que mais trabalhosa, gera mais valor para a organização, pois a cultura é a da produtividade criativa, aquela capaz de aprimorar procedimentos e superar metas, inovando e renovando continuamente a organização. O espírito de time / equipe ocorre com maior facilidade, quase espontaneamente, pois todos se sentem parte de um sistema integrado, trabalhando para o mesmo propósito. Além de gerar mais valor para o mercado quando um produto ou serviço é co-criado junto às personas que representam o mercado consumidor.

 

Entender as reais necessidades do seu mercado com a prática co-criativa é uma excelente estratégia para geração de resultados diferenciados, contudo, como citado acima, é necessário ter a essência da empatia para realmente compreender o outro e não julgá-lo pela superficialidade natural no ser humano. Co-criar é praticar algumas das virtudes humanas e gerar resultados não apenas “a partir das pessoas”, mas sobretudo, “com as pessoas”.

 

Autor: Victor Gonçalves – Head de Negócios e Design Thinking

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